Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Miami – Entramos na semana decisiva da Copa do Mundo. Amanhã conheceremos um dos finalistas e na quarta-feira o outro. Domingo, no Met Life Stadium, em Nova Jersey, teremos a grande final. Foi uma Copa espetacular do ponto de vista de congraçamento dos povos. Sempre fui contra o aumento no número de seleções, pois acredito que isso implica em diminuir a qualidade dos espetáculos, mas o que vimos foi o contrário. Tirando algumas goleadas extravagantes, vimos sim grandes jogos, equipes que jamais teriam a oportunidade de jogar um Mundial, como Cabo Verde, Curaçao e outras equipes menores. Tivemos o orgulho de ver Cabo Verde fazer bonito contra a Argentina e ser “roubada” em um gol. Mas sua participação na Copa não será esquecida, e tenho certeza de que uma parte do mundo agora tem olhos para os cabo-verdianos. A gigantesca participação de Cabo Verde para mim foi o grande troféu desta Copa. Eles são os verdadeiros campeões, pois não é sobre perder ou ganhar, vai muito além diisso, que o diga o goleiro Vozinha, ídolo mundial.
Leia Mais
Houve excessos, como a “barracão” do árbitro da Somália, como o cartão vermelho que a Fifa extinguiu do jogador americano e o tratamento dado aos jogadores do Irã, que, com certeza, não têm nada a ver com o terrorismo, mas se isso é questão de segurança para os Estados Unidos temos que aceitar, pois os países são soberanos e a Fifa não pode e não dever ter ingerência. Hotéis, passagens e ingressos caros também foram pontos negativos. No plano esportivo, a Copa é um sucesso gigantesco. Jogos emocionantes, viradas nos acréscimos, classificações nas penalidades. Gênios como Messi, CR7, Kane, Halland, Mbappé brilhando a cada partida e os torcedores marcando um capítulo à parte. Nesse quesito, brasileiros e noruegueses foram os destaques. Os brasileiros invadiram a Times Square e cada cidade onde o Brasil jogou. Fez festa, soltou a voz e criou “hinos” bem legais.
Uma pena que em campo nosso time era o pior da história e não correspondeu. Sei que muitos tinham ilusões por termos o técnico considerado o melhor do mundo, que, para mim, foi um grande fiasco. Quando o contrataram, eu escrevi aqui neste espaço e no meu canal de Youtube JaeciCarvalhoEsportes que o nosso problema não era treinador e sim a safra ruim de jogadores. A prova ficou nos gramados com o amasso que tomamos do Marrocos, a fraca partida contra o Haiti e a vitória sobre a Escócia, com dois gols entregues pelos inocentes escoceses. Contra o Japão passamos outro sufoco, e contra a Noruega fomos humilhados por Haaland. Eu alertei que com ex-jogadores em atividade e perdedores a desclassificação aconteceria mais cedo do que todos imaginavam, e ela veio nas oitavas de final. Mais um vexame acumulado para os hexas eliminados. Sim, de 2006 para cá foram seis eliminações, sendo quatro nas quartas de final, uma na semifinal, o fatídico 7 a 1, e agora nas oitavas. Uma vergonha que atende pelo nome de CBF.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Bom, no domingo teremos o capítulo final deste Mundial, que, com todos os problemas citados, deixa um saldo positivo para povos e nações e a conta bancária da Fifa mais polpuda, pois o lucro da entidade vai girar em torno de US$ 15 bilhões, muito mais do que muito banco suíço. E assim caminhamos com Gianni Infantino, com pose de chefe de estado, viajando o mundo, tirando fotos com celebridades, tomando champagne, comendo caviar e curtindo a vida. Já são 10 anos no poder, e acredito que ele só sairá quando quiser. Enquanto isso, torcedores se endividaram, mas tiveram um mês de alegria, pelo menos no congraçamento entre os povos, conheceram outras culturas e estão voltando para suas casas com carnês gigantescos para pagar. Valeu à pena? Teria valido, no caso dos brasileiros, se tivéssemos uma seleção com vergonha na cara e que amasse realmente o país. Não é o caso de Neymar, Raphinha e cia. Esses caras não nos representam e fazem parte de uma história vergonhosa da nossa seleção.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
