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Se eu fosse dono do Atlético, pegaria um voo, iria para Portugal e tentaria a contratação de José Mourinho, demitido no Fenerbahçe, na quinta-feira. Mourinho é um baita nome, um treinador consagrado, que foi campeão da Champions League dirigindo o Porto, numa final inédita com o Mônaco, em 2004, e depois com a Inter de Milão, em 2010, diante do Bayern de Munique. Ele não desaprendeu o que sabe, mas, ultimamente, não tem feito grandes trabalhos, justamente por não ter um grupo qualificado em mãos. Sei que ele custa muito caro, salário nas alturas, mas seria uma investida que daria ao Atlético uma projeção mundial e saciaria o desejo da massa alvinegra. Pensar grande deve fazer parte de todo dirigente que comanda um clube gigante. Neste momento de incertezas, o Atlético deveria ir ao mercado com mais entusiasmo e agressividade. Não pode se manter nessa passividade, pagando salários absurdos a jogadores que não conseguem mais render o esperado e que ganham fortunas, caso de Júnior Santos, seu algoz em 2024, com o gol que deu ao Botafogo o título da Libertadores. Um jogador que custou mais de R$ 40 milhões, que ganha mais de R$ 1,5 milhão mensais com um futebol de “bola de ping-pong”.
Sucesso dos portugueses
Não é que os treinadores brasileiros não servem mais. Nada disso. Tem gente boa no mercado. O problema é que quando a gente analisa o trabalho de um português – Abel Ferreira e Leonardo Jardim, por exemplo –, a gente percebe o quão estão avançados em estudos, esquemas táticos, variações de jogadas e tudo o mais. Os técnicos brasileiros são preguiçosos, acham que sabem tudo e que não precisam ir ao Velho Mundo aprender. Sim, a vida é um eterno aprendizado, e aquele que pensa diferente para no tempo. Vejam o trabalho de Leonardo Jardim. Em pouco mais de 6 meses, revolucionou o futebol do Cruzeiro, e sem contar com os medalhões Dudu, que foi mandado embora, e Gabigol, na reserva. Jardim detectou os problemas do clube, impôs sua filosofia de jogo ofensivo e o time azul pratica o melhor futebol do país. Ele nunca havia trabalhado por essas bandas, mas trouxe sua cultura esportiva adquirida na Europa e em clubes do mundo árabe. Fosse eu um treinador brasileiro, que ganha, no mínimo, R$ 1 milhão mensais, e, de férias, pediria estágio com os principais técnicos europeus para aperfeiçoar meu currículo. Porém, tem gente que acha que sabe demais e não precisa disso. Aí está a explicação para o sucesso dos portugueses e o fracasso de Fernando Diniz e cia.
Cadê a Liga?
Já estamos quase no fim da temporada e o assunto Liga morreu! Não se ouve mais falar em reuniões dos dirigentes e nem na criação de uma única Liga. O Flamengo quer negociar sozinho, se acha acima do bem e do mal. Já sugeri que ele jogue sozinho, ou contra o Palmeiras, e deixe os outros 18 clubes criarem sua Liga. Não há mais espaço para a CBF, tão contestada e sem credibilidade, continuar a fazer tabelas e dirigir os destinos dos clubes. Aliás, como diz um grande amigo meu, “na CBF só se muda o mosquito. A m.... é a mesma, há décadas”. Lamentável que temos uma entidade desmoralizada por tantos escândalos, uma Seleção sem a menor expectativa, mesmo tendo Carlo Ancelotti no comando. O atual presidente jamais dirigiu um clube de futebol ou uma entidade esportiva. É médico e de bola pouco entende. Pode até ser bem-intencionado, como tem demonstrado, mas os escândalos envolvendo o nome dele têm sido denunciados pela mídia. Eu sou a favor de um ex-jogador no comando da entidade. Temos dois nomes excepcionais: Kaká e Leonardo, quem sabe os dois juntos. São superpreparados, têm nome forte no exterior e são respeitadíssimos. Leonardo se consolidou como grande dirigente na Europa. Kaká é um estudioso da matéria. Mas as federações têm peso 3 numa eleição, e o atual presidente não tem a intenção de alterar esse sistema de votação, sob o risco de implodir as federações. Lamentável o retrocesso no futebol brasileiro.
Flu foi garfado
O Fluminense fez um belo jogo contra o Bahia, na Fonte Nova, mas teve um gol anulado – o tal impedimento milimétrico –, bola na trave e um pênalti anulado. Uma vergonha a atuação de Raphael Claus, para mim um péssimo árbitro. A arbitragem brasileira não tem critério, pois na semana passada, no Flamengo 8 x 0 Vitória, o árbitro marcou penalidade numa jogada semelhante ao pênalti cometido pelo jogador do Bahia. E assim os árbitros vão decidindo classificação, país afora, prejudicando e favorecendo equipes. Em um jogo em que sobrou, o Fluminense acabou perdendo a partida por 1 a 0, e agora o time baiano tem a vantagem do empate no jogo de volta, no Maracanã. Os técnicos têm toda a razão em reclamar da arbitragem brasileira. Ela decide quem avança e quem fica pelo meio do caminho, com decisões esdrúxulas, equivocadas, para não dizer outra coisa. Lamentável o estágio dos árbitros no Brasil. Com certeza, absoluta, temos os piores juízes do mundo.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.