Gatinho fujão faz aparição no show de Simone no Minascentro
O felino apareceu de surpresa durante apresentação da cantora baiana na turnê de ‘Que mulher é essa?’; ela se divertiu com a situação inusitada
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Nada mais adequado à turnê de Simone do que o título dado por Ronaldo Fraga, estilista mineiro que assina a direção artística do show da cantora baiana.
Depois de duas horas de apresentação e 21 canções, o público, mesmo os velhos conhecidos da Cigarra, voltaram para casa na noite do último sábado (12/9) com a pergunta: "Que mulher é essa"?
Em cena, do alto de seu 1,80m e 76 anos (ela completa 77 no próximo 25 de dezembro), Simone exibe vigor e beleza invejáveis, além da voz firme, que emociona a plateia a cada nota emitida. Não é só. Em determinados momentos do show, ela agacha e se levanta, com a maior tranquilidade, matando de inveja muitos dos fãs.
BITUQUINHA
Simone confessou seu amor a Minas e elogiou músicos mineiros. "(Minas) Terra que eu amo, que eu adoro. Terra do meu Bituquinha (Milton Nascimento), terra de todos os compositores maravilhosos da MPB. Meu Deus do céu, quanta gente que eu amo e que está aqui!", disse, até ser interrompida por alguém da plateia que filmava tudo com a luz do celular ligada.
"Apaga só essa luz aí, amor. Pode filmar o que quiser, mas a luz apague", pediu, sob aplausos da plateia.
AMOR
Econômica nas palavras, mas certeiras com elas, Simone contou que concebeu o show para e em prol do público, e para as mulheres.
"Todas que existem dentro da gente e obviamente com seus parceiros e parceiras, mas falar um pouco, gritar um pouco para elas, para essas nossas mulheres que estão aí morrendo, sendo assassinadas, sendo menosprezadas, sendo tratadas que nem lixo. Aqui a gente vai gritar juntos. Temos que gritar juntos", afirmou. Disse ainda que oferecia a todos ali reunidos o grito, a música que a inspira a vida inteira.
"E, obviamente, tratamos também de amor, que ninguém é maluco de não falar sobre isso."
LÔ BORGES
Merecidas todas as homenagens feitas à memória de Lô Borges (1952-2025) por músicos em suas turnês por Belo Horizonte. Mas a relação de Simone com Lô é de longa data.
"Tudo que você podia ser", de Lô e Márcio Borges, que está no repertório do show, foi gravada por ela em seu primeiro álbum solo, de 1973. Ela também não esqueceu Milton Nascimento, com "Maria, Maria", reservada para o bis.
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CONVIDADO ESPECIAL
Uma aparição inesperada surpreendeu Simone no meio de uma canção. Um gatinho, que sabe Deus de onde saiu, cruzou o palco, por duas vezes seguidas, feito um corisco. "Que bom que ele ficou até essa parte do show, né, sinal que estava gostando", disse, divertindo-se com a situação.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.