Gustavo Nolasco
Gustavo Nolasco
DA ARQUIBANCADA

Acadêmicos do Adenor, nota...

Dez para o sonho. Dez para o nosso jeito cruzeirense de amar nosso time. O Carnaval passou, mas o nosso amor pelo Cruzeiro só está começando mais um desfile

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Sem tempo para ressaca. Vamos para a apuração das primeiras apresentações do Cruzeiro em 2026, ano do qual a Nação Azul ainda espera desfiles em campo capazes de trazer estandartes de ouro.

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Por enquanto, do nosso barracão Toca da Raposa 2, só veio samba de uma nota só. Lampejos de bom futebol incapazes de deixar a torcida tranquila.

Sem delongas, vamos à apuração desse pré-Carnaval do Acadêmicos do Adenor, ou seja, o Cruzeiro de Tite.

ENREDO: A escolha de Tite como o “carnavalesco” trouxe consigo a narrativa de que o nível do trabalho tático de Leonardo Jardim seria mantido. Afinal, chegava um treinador de Seleção Brasileira, campeão de quase tudo no Brasil. Aqui, a pior nota: 3.

SAMBA: Nesse pré-Carnaval, a relação time-torcida não deu samba. Ao contrário, tem acontecido episódios controversos quanto à sua eficácia. Vide as vaias para William na partida contra o Coritiba.

A nota é ruim: 5. Mas não só para o treinador e o escrete. Ela também vem para nós, torcedores de arquibancada.

BATERIA: Coração e pulmão de uma escola de samba. Estão no som ritmado de seus instrumentos. É quem dá fôlego para aguentar o entrar e o sair da avenida.

Não precisa de muitos jurados para analisar o quanto o time ainda despenca no segundo tempo. Além das seguidas contusões. Nota 5 também.

ALEGORIAS E ADEREÇOS: O Cruzeiro de Tite, até aqui, tem pecado nesse quesito pelo excesso. Muita firula, invenções e variações desnecessárias. Uma hora, Christian na cabeça de área; noutra, pela esquerda. Voltar para o lugar de sempre, a direita. Banco de reservas.

Não dá mais para testar. A nota é 5 e com urgência por melhorar, para o bem do conjunto.

MESTRE SALA E PORTA-BANDEIRA: A indefinição tirou o 10 dos tempos de Leonardo Jardim. O setor responsável por proteger o nosso pavilhão – a defesa e a cabeça de área – viu desmoronar a segurança que passava em 2025. A inconstância tanto da nossa zaga quanto da nossa “volância” tem deixado a meta do Cruzeiro vulnerável.

Ou se volta a garantir um sistema defensivo sólido ou não teremos confiança em avançar as nossas outras alas. Nota, até aqui, 6.

COMISSÃO DE FRENTE: E quem vai ladear com o Kaio Jorge? Tite não tem resposta. Ninguém tem resposta. Chico da Costa, Sinisterra, Wanderson, Villareal, Kenji ou Arroyo? Até aqui, nenhum deles garantiu o lugar no abre-alas.

Apesar de Kaio Jorge ainda ser dono absoluto da nota 10 de todos os jurados, a indefinição de seu companheiro faz a escola perder pontos. Nota 7,5.

EVOLUÇÃO: Por todas as inconstâncias, o Cruzeiro de Tite não tem evoluído no ritmo esperado para sacudir a avenida ao grito de “é campeão”. Mas em se tratando de uma festa tão mágica e democrática, como é o Carnaval – e o futebol –, tudo é permitido, inclusive olhar para o encaixe de Gérson e Mateus Pereira no confronto contra a URT como um bom presságio.

Na possibilidade de sonhar, a nota é 8, com o gostinho apimentado de ilusão.

FANTASIA: Essa, apesar dos resultados negativos já terem trago uma realidade bem amarga, ainda continua a povoar a mente das arquibancadas. Sonhar com os títulos do Brasileirão e da Libertadores.
Por isso, recorrendo à Mocidade Independente de Padre Miguel, é preciso dizer que ainda é possível deixar a “mente vagar / não custa nada sonhar / viajar nos braços do infinito / onde tudo é mais bonito / nesse mundo de ilusão / transformar o sonho em realidade / e sonhar com o Cruzeirão é sonhar com o pé no chão”. Nota 9.

HARMONIA: A tão sonhada! A tão necessária para um desfile longo e duro como será a temporada 2026 para o Cruzeiro. Até aqui, não se viu.

Mas Carnaval é a possibilidade de fazer festa mesmo se a realidade nos indicar que não temos motivo para tal. Por isso, a nota é 10.

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Dez para o sonho. Dez para o nosso jeito cruzeirense de amar nosso time. O Carnaval passou, mas o nosso amor pelo Cruzeiro só está começando mais um desfile. 

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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