Consumo de cafeína e redução do risco de demência
Apaixonados por café e chás podem comemorar. Estudo aponta que uma xícara diária ajuda a manter o cérebro ativo enquanto ele envelhece
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
A cafeína está, cada dia mais, assumindo o posto mais alto no quesito benefícios para a saúde. Estudo que acompanhou 131 mil pessoas por 43 anos demonstrou que o alto consumo dessa substância está associado à redução do risco de demência.
Os apaixonados por café e chás podem comemorar, porque uma xícara diária ajuda a manter o cérebro ativo enquanto ele envelhece.
Leia Mais
O cientista Daniel Wang, autor sênior da pesquisa, e sua equipe acompanharam participantes de dois estudos de longo prazo, o Nurses' Health Study e o Health Professionals Follow-Up Study, com idades iniciais entre 45 e 50 anos.
Descobriu-se que pessoas que bebiam entre uma e cinco xícaras de café com 240ml de cafeína tinham risco 18% menor de desenvolver demência. Aqueles que bebiam chá com cafeína diariamente apresentavam risco aproximadamente 15% menor.
Curiosamente, os benefícios estabilizaram após o consumo de duas xícaras e meia de café por dia, possivelmente porque o corpo não consegue processar quantidades maiores dos compostos benéficos presentes na bebida.
A cafeína pode imitar a adenosina e se ligar a receptores no cérebro, bloqueando a molécula que promove o sono e nos mantendo alertas, explicou Knight. Ao fazer isso, ela aumenta a atividade neuronal, o que pode reduzir a inflamação.
A inflamação vem sendo estudada como uma das causas do comprometimento cognitivo. A cafeína tem o potencial de reduzir o estresse oxidativo e a neuroinflamação, o que ajuda a retardar o envelhecimento cerebral.
A cafeína também pode aumentar a sensibilidade à insulina, o que é importante, porque o diabetes é fator de risco para demência.
Segundo os cientistas, a melhor cognição entre os consumidores de chá e café pode ser atribuída à capacidade da cafeína de aumentar os níveis de dopamina e acetilcolina no cérebro – neurotransmissores importantes para a memória e a cognição.
A dopamina é o centro de recompensa do cérebro, proporcionando as sensações de alerta, foco e prazer. A acetilcolina é o neurotransmissor da memória.
Existem riscos associados ao aumento de ingestão de cafeína, especialmente para adultos mais velhos ou pessoas com certas condições de saúde.
O café atua como diurético, o que pode levar à desidratação. É preocupação importante, visto que a maioria dos adultos não consome os oito copos de água recomendados por dia. A cafeína pode perturbar o sono, o que por si só é fator de risco para o declínio cognitivo.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
*Isabela Teixeira da Costa/Interina
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
