
Cemitérios cheios de surpresas
Por meio de um livro, fiquei sabendo de coisas interessantes sobre cemitérios. Alguns adotam sistemas parecidos com aqueles de prédios de apartamentos
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Li um livro interessante, cujo nome esqueci totalmente, o que é um grande pecado. Só não me esqueci do enredo: homem e mulher tomam conta da portaria de um cemitério.
Este livro chamou a minha atenção para algo que eu ignorava: certos cemitérios têm pessoas encarregadas de “administrar” os túmulos. Olham se estão limpos ou sujos, colocam flores e assim vai.
Sempre soube que existia a portaria, o porteiro. E mais nada. Por este livro, descobri que há outros funcionários para vários serviços prestados em um cemitério.
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Também fiquei sabendo o que ocorre quando túmulos chegam ao número máximo de pessoas ali enterradas. Sorte minha, que não vou para os sete palmos, pois quero ser cremada.
De acordo com o livro, cemitérios são organizados mais ou menos como um prédio de apartamentos. O porteiro sabe onde fica o túmulo, indica o caminho até lá, comunica o sumiço de placas com datas de falecimento, informa que o mármore da cobertura estava quebrado. E lá mesmo, no cemitério, há conserto para tudo.
Na vida real, pouca gente sabe dessas coisas. Em alguns cemitérios, funcionários costumam tomar conta de sepulturas, bastando que a família lhes dê uns trocados.
Minha mãe sempre gostou de manacás, mandei plantar um pé ao lado de seu túmulo. Por verdadeiro milagre, um casal de passarinhos fez ninho em de seus galhos e filhotes nasceram ali.
O curioso neste livro é o relato sobre a quantidade de flores levadas até as sepulturas, principalmente em ocasiões especiais.
É comum a parentada se reunir para comemorar datas no cemitério. Grande parte da família vai até lá. Além das flores, as preferidas do morto, um conjunto é contratado.
Falando nisso, no México, o Dia de Los Muertos é sinônimo de festa animada, com música, comidas e doces preferidos dos falecidos. Acredita-se que eles têm autorização divina para visitar parentes e amigos aqui neste mundo.
Muita gente se fantasia, usando roupas e máscaras com caveiras. Mexicanos acreditam que elas remetem à continuidade da existência, e não à morte.
Há até as calaveras dulces, tradicionais guloseimas do Dia dos Mortos. Levam açúcar, água e limão, são coloridas e moldadas em forma de caveira.
E como o ano está correndo – já estamos praticamente em setembro –, é bom já ir pensando no que faremos em novembro no Dia de Finados, o dia de visitar nossos mortos queridos. Vai cair no domingo.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.