Os avanços da genética a serviço da saúde - parte 2
Os tumores geralmente têm perfis genéticos únicos, e os medicamentos agora podem atingir essas mutações específicas
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A genética está transformando a forma como combatemos o câncer, uma das doenças mais letais do mundo. Testes genéticos podem identificar pessoas com alto risco de desenvolver cânceres como o de mama, cólon ou pulmão. Por exemplo, a atriz Angelina Jolie ficou famosa por se submeter a uma mastectomia dupla preventiva após descobrir que era portadora da mutação BRCA1. Sua história chamou a atenção do mundo para como a genética pode empoderar as pessoas a assumirem o controle de sua saúde.
Além da prevenção, a genética ajuda os médicos a escolherem os melhores tratamentos contra o câncer. Os tumores geralmente têm perfis genéticos únicos, e os medicamentos agora podem atingir essas mutações específicas. Essa abordagem, chamada oncologia de precisão, levou a melhores taxas de sobrevivência para cânceres como leucemia e melanoma.
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Enfrentando doenças hereditárias
Algumas doenças, como a doença de Huntington ou a fibrose cística, são transmitidas geneticamente. Os testes genéticos permitem que os casais verifiquem se são portadores desses genes antes de terem filhos. Se ambos os pais forem portadores, técnicas como a fertilização in vitro (FIV) com diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) podem garantir que o bebê nasça sem a doença. Esta é uma maneira poderosa pela qual a genética protege as futuras gerações do sofrimento.
Proteção contra doenças cardíacas
Doenças cardíacas são outra área em que a genética se destaca. Certas variantes genéticas aumentam o risco de colesterol alto ou ataques cardíacos. Ao identificar essas variantes, os médicos podem recomendar mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios, ou prescrever medicamentos para reduzir o colesterol. Os conhecimentos genéticos também orientam o uso de anticoagulantes, garantindo que os pacientes recebam a dose correta para prevenir derrames ou tromboses.
O papel da genética em doenças infecciosas
A genética não se limita a doenças hereditárias — ela também ajuda a combater infecções. Algumas pessoas são naturalmente resistentes a doenças como HIV ou malária devido a mutações genéticas específicas. Por exemplo, uma mutação chamada CCR5-delta32 torna algumas pessoas imunes ao HIV. Os cientistas estão estudando essas defesas naturais para desenvolver novas vacinas ou tratamentos.
Durante a pandemia de COVID-19, a genética desempenhou um papel fundamental na compreensão de por que algumas pessoas adoeceram gravemente enquanto outras apresentaram sintomas leves. Pesquisadores descobriram fatores genéticos que afetam a forma como o sistema imunológico responde ao vírus. Esse conhecimento está ajudando a criar melhores tratamentos e vacinas para futuras pandemias.
O futuro da genética na prevenção de doenças
O futuro da genética é promissor, com novas descobertas acontecendo todos os dias. Aqui estão algumas tendências interessantes para acompanhar:
1. Triagem genética generalizada
Em breve, os testes genéticos poderão se tornar parte da rotina de cuidados de saúde, como um exame de sangue ou uma consulta médica. Recém-nascidos poderão ser triados para centenas de doenças genéticas, permitindo intervenções precoces. Adultos poderão fazer exames genéticos regulares para se anteciparem a doenças como câncer ou Alzheimer.
2. Terapias gênicas avançadas
As terapias gênicas estão indo além de doenças raras para combater doenças comuns como diabetes ou doenças cardíacas. Cientistas também estão explorando maneiras de "desativar" genes prejudiciais sem editar o DNA, o que pode ser mais seguro e fácil de fazer.
3. Inteligência artificial e genética
A inteligência artificial (IA) está impulsionando a genética ao analisar grandes quantidades de dados genéticos. A IA consegue identificar padrões no DNA que os humanos podem não perceber, levando a diagnósticos mais rápidos e tratamentos melhores. Por exemplo, ferramentas de IA já estão ajudando médicos a prever quais pacientes têm risco de desenvolver certos tipos de câncer.
4. Desafios e soluções éticas
Com os avanços da genética, surgem questões éticas. Quem deve ter acesso aos seus dados genéticos? Eles poderiam ser usados indevidamente por empregadores ou seguradoras? Cientistas e legisladores estão trabalhando para criar diretrizes rigorosas que protejam a privacidade, garantindo que todos se beneficiem dos avanços genéticos.
Podemos concluir afirmando que a Genética e prevenção de doenças caminham juntas, oferecendo esperança para um futuro mais saudável. Da detecção precoce de riscos à criação de tratamentos personalizados, a genética salva vidas todos os dias. Com o avanço da tecnologia, veremos ainda mais maneiras de usar nosso DNA para combater doenças.
Ao adotarmos testes genéticos, medicina personalizada e edição genética, podemos nos proteger e proteger as futuras gerações de doenças.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
